Na noite desta terça-feira (23), o perfil do empresário Luciano Hang no Instagram ficou fora do ar. Ao acessar a conta do dono das lojas Havan, com sede em Brusque, a rede social mostra a mensagem “Perfil restrito”. Na página, a rede social ainda disponibiliza a seguinte explicação: “Recebemos uma solicitação legal para restringir este conteúdo. Nós o analisamos em relação às nossas políticas e realizamos uma avaliação legal e de direitos humanos. Após a análise, restringimos o acesso ao conteúdo na localização em que ele vai contra a lei local”.
O perfil passou a ficar fora do ar por volta das 20h15min e Luciano comentou o caso no seu Twitter. Segundo postagem do empresário, a ação seria uma censura e questionou sobre democracia e liberdade de pensamento e de expressão. “Acabaram de derrubar meu Instagram. Onde está a democracia e a liberdade de pensamento e de expressão? Tenho certeza que este era o objetivo de toda essa narrativa: tentar me calar. Vivemos momentos sombrios, mas vamos vencer”, escreveu Hang.
Nesta terça-feira (23), Hang foi alvo de uma operação de busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além da casa do brusquense, outros sete empresários, parte de um grupo pró-Bolsonaro no WhatsApp, também foram alvos da Polícia Federal. A operação surgiu após denúncias de que, no grupo, os empresários estavam supostamente apoiando um golpe de estado, caso Lula vença as eleições de outubro.
Além do dono da Havan, a Polícia Federal também cumpriu mandados nas casas dos empresários José Isaac Peres (Multiplan), Ivan Wrobel (Construtora W3), José Koury (Barra World Shopping), André Tissot (Grupo Serra), Meyer Nirgri (Tecnisa), Marco Aurélio Raimundo (Mormaii) e Afrânio Barreira (Coco Bambu). Os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
Além da busca e apreensão nos endereços ligados aos oito envolvidos no caso, Moraes determinou também que a Polícia Federal tome os depoimentos dos suspeitos de compartilharem mensagens golpistas no grupo de mensagens. O ministro ainda ordenou o bloqueio das redes sociais desses empresários. As oitivas já estão em andamento. O inquérito foi cumprido por causa da matéria publicada na coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, na semana passada.
Fonte: Com informações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal
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